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Publicada em 11/04/2016 às 20h39
PF indicia governador do PT por corrupção


  Alex de Jesus/O Tempo/Folhapress   Politica - O ministro do Desenvolvimento Agrario, Patrus Ananias, e o governador de Minas Gerais Fernando Pimentel ( PT ), lancam, em reuniao especial na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o plano safra para a agricultura familiar para o estado. Na foto: Governador de Minas Gerais Fernando Pimentel ( PT ). Foto: Alex de Jesus/O Tempo 19/08/2015 *** PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS *** O governador Fernando Pimentel na Assembleia de Minais Gerais

A Polícia Federal indiciou o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), sob suspeita de corrupção passiva, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

No início do mês passado, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Herman Bernjamin autorizou a PF a colher depoimento do petista e indiciá-lo, caso já tivesse provas de que ele cometeu crimes.

Agora, caberá à PGR (Procuradoria-geral da República) decidir se apresentará denuncia contra o governador. Caso isso ocorra, e o Judiciário acate, Pimentel se tornará réu em uma ação penal.

O petista é um dos principais alvos da Operação Acrônimo, que teve início com a investigação de supostas ilegalidades na campanha dele ao Palácio da Liberdade, em 2014.

Mais adiante, a mesma operação identificou indícios de compra de medidas provisórias e de favorecimento a empresas em empréstimos no BNDES no período em que Pimentel era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, pasta à qual o banco de fomento é vinculado.

O governador não compareceu a um depoimento na PF na última sexta (8), embora tenha sido convocado.

Porém, a Folha apurou que, mesmo antes de agendar a oitiva, a PF já havia recolhido elementos suficientes para indiciá-lo.

OUTRO LADO

Em nota, o advogado do petista, Eugênio Pacelli, afirmou que Pimentel "tem todo o interesse em depor, porém, nos limites da lei e com obediência à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal".

"Assim sendo, esperamos que o Ministério Público Federal (MPF) permita que o Governador exerça seu direito de ser ouvido no âmbito adequado, tal como já reconheceu a ilegalidade do indiciamento no âmbito do STJ", diz o texto.

Anteriormente, Pacelli disse que seu cliente não compareceu ao depoimento porque não havia tido acesso a todo o material disponível no inquérito. Afirmou ainda que solicitou o adiamento da oitiva para o dia 18. Segundo ele, a PF acatou o pedido, mas depois voltou atrás e manteve a data do dia 8 (sexta-feira passada).

"No dia anterior ao do depoimento, tivemos acesso às mensagens de celulares (contidas no inquérito) desconhecidas pela defesa até então. Eram 18 megabytes", justificou Pacelli.

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