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Publicada em 02/04/2015 às 08h33
Ataque em universidade no Quénia mata 15 pessoas

 

Forças de segurança cercam o campus da Universidade de Garissa - Stringer / AP
A organização extremista al-Shabaab reivindicou o ataque armado realizado nesta quinta-feira à Universidade de Garissa, no Nordeste do Quênia, que deixou ao menos 15 mortos e mais de 65 feridos. O grupo islâmico somali afirmou que a ação é uma vingança contra a intervenção de tropas quenianas na Somália e anunciou que mantêm cristãos como reféns. Um terrorista suspeito foi preso e 82 somalis que teriam conexão com o grupo foram detidos, segundo as autoridades. Mais de 500 estudantes estariam desaparecidos.

— O Quênia está em guerra com a Somália. Nosso povo continua lá, eles estão lutando e sua missão é matar os que são contrários ao al-Shabaab — disse à agência France Press por telefone um porta-voz do grupo, Sheikh Ali Mohamud Rage. — Matamos muitos. Vão ficar chocados quando entrarem.

Em outro comunicado, o grupo aponta a universidade como uma "ideologia desviante". "A Universidade de Garissa é origem de atividades missionárias e espalha ideologias erradas entre os muçulmanos do Quênia."

O grupo jihadista mantém reféns e há troca de tiros com as forças de segurança ao longo de várias horas. Policiais e militares cercam o campus da universidade e tentam expulsar os atacantes.

Estudantes que conseguiram escapar contaram que os terroristas entraram no alojamento e iam de quarto em quarto perguntando quem era cristão e quem era muçulmano.

— Se você era cristão, atiravam em você. A cada som de tiro pensei que fosse morrer — contou Collins Wetangula, que foi resgatado por agentes que entraram por uma janela.

Pelo menos 500 alunos ainda não foram encontrados pelas autoridades, e haveria dezenas de estudantes cristãos são mantidos reféns.

— Contei 14 corpos sendo retiradas do campus por uma ambulância da Cruz Vermelha, incluindo dois guardas que também foram mortos — disse um policial. — Estamos encontrando dificuldades para acessar o complexo universitário porque os atiradores estão no topo de um prédio e fazem disparos quando tentamos entrar.

A maioria dos feridos foi atingida por tiros, e quatro estão em estado grave. Fontes disseram à rede de televisão árabe al-Jazeera que cerca de cinco homens estão no campus. Eles entraram nos dormitórios da universidade enquanto os estudantes dormiam.

O grupo militante islâmico somali, ligado à al-Qaeda, realizou vários atentados em Garissa e no Quênia no passado, incluindo o ataque a um shopping na capital, Nairóbi, em 2013. Ligada à rede al-Qaeda, a organização prometeu punir o Quênia pelo envio de tropas à Somália a fim de se unir às forças de paz da União Africana para combater os extremistas.