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Publicada em 12/08/2013 às 03h50
Casa de jornalista é alvo de atentado


Alguns tiros ficaram alojados na parede do quarto onde o jornalista dormia Foto: Arquivo Pessoal/Ângelo Rigon / Divulgação
Alguns tiros ficaram alojados na parede do quarto onde o jornalista dormia
Foto: Arquivo Pessoal/Ângelo Rigon / Divulgação

 

A Polícia Civil do Paraná está investigando um atentado praticado contra a casa de um jornalista no inicio da madrugada desse domingo em Maringá, a 426 km de Curitiba (PR). No local, policiais recolheram cinco estojos de pistola, calibre 32, e quatro projéteis de pistola, calibre 7.65 - cinco disparos acertaram o imóvel. Os tiros ficaram alojados na parede do quarto onde o jornalista dormia. Ninguém ficou ferido.

 

De acordo com a Polícia Militar, vizinhos do jornalista teriam presenciado a fuga de dois homens em uma motocicleta após os disparos. O jornalista disse que dormia ao lado da namorada no momento do atentado. "Acordei com o barulho dos disparos realizados em sequência. Um dos tiros se alojou próximo a janela do quarto onde estávamos", disse ele.

 

Angêlo Rigon, 50 anos, atua a cerca de três décadas na imprensa paranaense. Atualmente, o jornalista mantém um blog na internet, onde publica análises sobre o cenário político regional. O Blog do Rigon é reconhecido como um dos mais polêmicos do Estado, tendo publicado várias denúncias contra políticos locais.

 

Em entrevista ao Terra, Rigon disse que não tem suspeitas sobre os autores do atentado ou mandantes. "Acredito que está ligado ao meu trabalho no blog, mas não posso apontar alguém especificamente", afirmou.

O 'Blog do Rigon' é reconhecido como um dos mais polêmicos do Estado, tendo publicado várias denúncias contra políticos locais Foto: Arquivo Pessoal/Ângelo Rigon / Divulgação
O 'Blog do Rigon' é reconhecido como um dos mais polêmicos do Estado, tendo publicado várias denúncias contra políticos locais
Foto: Arquivo Pessoal/Ângelo Rigon / Divulgação

 

O jornalista diz que recebe ameaças anônimas constantemente e que teve seus telefones grampeados. "No ano passado, durante o período eleitoral, recebi ligações que me alertavam sobre um suposto ataque que poderia ocorrer contra mim e que teria sido deixado para depois. Entreguei o material para a polícia investigar", revelou.

 

Inseguro
Rigon disse que se sente inseguro após o atentado. "Mas não vou sair da cidade. Acredito no trabalho da polícia", disse. Ao publicar relato sobre o atentado em seu blog, comentários anônimos aconselharam o jornalista a deixar a cidade."O melhor para o Rigon é mudar de Estado, ir lá para o Norte ou Nordestão e parar de falar abobrinha", escreveu um dos autores de comentários anônimos.

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